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sexta-feira, 26 de agosto de 2016

PEREGRINAÇÃO - Fortaleza de Sagres | Set 2016




























Fortaleza de Sagres
Peregrinação
A partir dos painéis de São Vicente
De 03 de Setembro a 24 de Setembro

Inauguração - 3 de Setembro (Sábado) às 16h00
Performance culinária com o chefe José Pinheiro

Artistas
Ana Celorico Machado, Christoph Rumpf, Bettina Semmer, Joana Villaverde e Pedro Leitão
Textos de Jacinto Palma Dias

“Os painéis de S. Vicente, atribuídos a Nuno Gonçalves, são um ícone da cultura portuguesa, uma referência da história da pintura em Portugal, e da História "tout cour".
Desde a sua descoberta, no final do séc. XIX, têm sido objecto de atenção e estudo por parte de gente vinda de diferentes horizontes - historiadores obviamente, mas também intelectuais, escritores, artistas, cientistas, curiosos...podemos por isso dizer que são talvez a obra de arte mais conhecida e reconhecida em Portugal.
A época e o tema retratados ligam-se ao século e à história da expansão portuguesa. E embora existam poucos dados da época que nos informem de forma exacta sobre os painéis, eles representam algo do que foi e do que é Portugal.

O Cabo de S. Vicente é um ponto último da peregrinação e do culto ao santo. Os registos do culto a S. Vicente indicam o cabo como o local onde a barca com os restos mortais do santo deram à costa, e ficaram depositados até Afonso Henriques os ter levado para Lisboa.

Nesta exposição colectiva como ponto de partida está o desejo de que a Fortaleza retomasse o seu papel de local de peregrinação e que ao longo dum período de tempo uma sucessão de intervenções plásticas lá deixassem a sua marca, como as camadas duma história que se faz, as marcas deixadas num local pelos passantes. Essas intervenções, partindo de uma interacção com o próprio monumento, remeterem para a ideia de descoberta, de estratificação do processo histórico e da sua leitura numa reinterpretação que pretende fazer a ponte com a actualidade.”
Ana Celorico Machado





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Etiquetas: Exposições

quarta-feira, 20 de julho de 2016

Bertílio Martins | Fotos 2016










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Etiquetas: DiVaM, Exposições

Bertílio Martins | Ermida de N.Sra de Guadalupe | Julho 2016

Na Ermida de N. Srª. de Guadalupe (Raposeira, Barlavento Algarvio) inaugura no próximo dia 09 de Julho, Sábado, pelas 16h00, a terceira intervenção do Ciclo Derivas Continentais, uma intervenção do artista plástico Bertílio Martins que tem como título- ().
Esta intervenção artística apresenta-se como uma abordagem poética à presença do conjunto megalítico vicentino (são mais de duzentos menires os existentes no concelho de Vila do Bispo, havendo um núcleo bastante grande em locais próximos à edificação da Ermida como o de Milrei). O artista rege o seu processo criativo, nesta intervenção, por um questionamento da matéria sendo ela a cola que sustenta uma produção de significado.
Sandro William Junqueira, escritor, actor e encenador, irá apresentar às 17h00, uma leitura encenada numa aproximação e/ou choque, numa "deriva" em relação à instalação de Bertílio Martins.  
As palavras do Húmus de Raul Brandão acompanharão assim a instalação. "A leitura encenará a transformação que ocorre no processo de criação: o húmus é a parte fértil da terra, onde se entranham e confundem a morte e a vida." afirma Sandro W. Junqueira

Bertílio Martins nasce em Faro em 1984.
É licenciado em Artes Visuais pela Universidade do Algarve em 2011 e tem frequentado, como formação paralela, várias residências artísticas e workshops, como a “Réplica” (2013) em Tavira, ou “Plein Air 11” (2011) em Sevilha. Desde 2009 tem participado em várias exposições colectivas e individuais, 2015- “(Des)envolvimentos Emergentes”, Palácio da Galeria, Tavira; “Cadavre Exquis” Casa das Artes de Tavira; XVIII Bienal de Cerveira; 2013 - “Réplica”, Casa das Artes de Tavira; “VII Mostra de Arte Contemporânea” intercâmbio entre o Pólo Universitário do Rio das Ostras e a Universidade do Algarve, Portugal/Brasil; 2012- “É perigoso olhar para dentro” na Galeria Trem, Faro e  Homeless Place”, Lisboa.

Sandro William Junqueira nasce em 1974 em Umtali, na Rodésia e vive actualmente em Portugal.
Fez incursões em diferentes áreas artísticas como a música, a escultura e a pintura. Foi designer gráfico. 
Diz poesia e trabalha regularmente como actor e encenador. Lecciona expressão dramática. É autor de projectos e ateliês de promoção do livro e da leitura.
Publicou O Caderno de Algoz (Caminho, 2009), Um Piano para Cavalos Altos (Caminho e Leya Brasil, 2012). Foi um dos onze escritores da novela policial O Caso do Cadáver Esquisito (Associação Cultural Prado, 2011) e autor de um dos contos da colectânea Dez Contos para Ler Sentado (Caminho, 2012). Em 2012 foi considerado um dos escritores para o futuro pelo semanário Expresso.

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quinta-feira, 30 de junho de 2016

BERTÍLIO MARTINS | Ciclo Derivas Continentais 2016





Na Ermida de N. Srª. de Guadalupe (Raposeira, Barlavento Algarvio) inaugura no próximo dia 09 de Julho, Sábado, pelas 16h00, a terceira intervenção do Ciclo Derivas Continentais, uma intervenção do artista plástico Bertílio Martins que tem como título- ().
Esta intervenção artística apresenta-se como uma abordagem poética à presença do conjunto megalítico vicentino (são mais de duzentos menires os existentes no concelho de Vila do Bispo, havendo um núcleo bastante grande em locais próximos à edificação da Ermida como o de Milrei). O artista rege o seu processo criativo, nesta intervenção, por um questionamento da matéria sendo ela a cola que sustenta uma produção de significado.
Sandro William Junqueira, escritor, actor e encenador, irá apresentar às 17h00, uma leitura encenada numa aproximação e/ou choque, numa "deriva" em relação à instalação de Bertílio Martins.  
As palavras do Húmus de Raul Brandão acompanharão assim a instalação. "A leitura encenará a transformação que ocorre no processo de criação: o húmus é a parte fértil da terra, onde se entranham e confundem a morte e a vida." afirma Sandro W. Junqueira

Bertílio Martins nasce em Faro em 1984.
É licenciado em Artes Visuais pela Universidade do Algarve em 2011 e tem frequentado, como formação paralela, várias residências artísticas e workshops, como a “Réplica” (2013) em Tavira, ou “Plein Air 11” (2011) em Sevilha. Desde 2009 tem participado em várias exposições colectivas e individuais, 2015- “(Des)envolvimentos Emergentes”, Palácio da Galeria, Tavira; “Cadavre Exquis” Casa das Artes de Tavira; XVIII Bienal de Cerveira; 2013 - “Réplica”, Casa das Artes de Tavira; “VII Mostra de Arte Contemporânea” intercâmbio entre o Pólo Universitário do Rio das Ostras e a Universidade do Algarve, Portugal/Brasil; 2012- “É perigoso olhar para dentro” na Galeria Trem, Faro e  Homeless Place”, Lisboa.

Sandro William Junqueira nasce em 1974 em Umtali, na Rodésia e vive actualmente em Portugal.
Fez incursões em áreas artísticas como a música, a escultura e a pintura. Foi designer gráfico. 
Diz poesia e trabalha regularmente como actor e encenador. Lecciona expressão dramática. É autor de projectos e ateliês de promoção do livro e da leitura.
Publicou O Caderno de Algoz (Caminho, 2009), Um Piano para Cavalos Altos( Caminho e Leya Brasil, 2012). Foi um dos onze escritores da novela policial O Caso do Cadáver Esquisito (Associação Cultural Prado, 2011) e autor de um dos contos da colectânea Dez Contos para Ler Sentado (Caminho, 2012). Em 2012 foi considerado um dos escritores para o futuro pelo semanário Expresso.
 

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terça-feira, 14 de junho de 2016

Virgem Negro | Fotos



Virgem Negro                                  Ana André
Ermida de N. Srª. de Guadalupe           11 Junho a 02 Julho

“O trabalho de pintura e de desenho requer uma preparação prévia. Conceptual e física-escolher o assunto e o suporte.
A folha virgem- sem contradição, sem mácula.
Negro-sem luz. Noite.

A origem da imagem é questionada, protegida do olhar alheio, o seu poder é tanto que não se pode olhar longamente.
A pintura de paisagens nocturnas é começada do negro para aluz. A noite é o seu princípio.
As superfícies têm dimensões variadas, estão preparadas para dar uma boa aderência à tinta. As marcas deixadas pelo processo de construção e preparação das superfícies são parte das condicionantes, estruturam, estão presentes ao longo de todo o processo e influenciam as decisões.
O projecto será apresentado sobre a forma de livro. As folhas são superfícies de pintura preparadas para receber o traço, o registo (ou o rasto) da paisagem. O livro é a junção de várias superfícies, coladas,agrafadas, pintadas…mas não definitivamente acabadas. A articulação entre as coisas é importante, pode ser alterada, as folhas podem ser tiradas e recolocadas.

O que se vê e o que não se vê são ambos partes importante. A relação entre cheio e vazio.”
Ana André

Maria Filomena Moldera propósito de um texto de Walter Benjamin diz-nos: ‘O pintor, pelo seu gesto de manchar, revela a visibilidade que a palavra permite e a mancha atrai, isto é, há uma apetência da mancha pela forma. O pintor terá de descobrir a palavra que convém à mancha(à língua que ela fala), ou melhor terá de ser descoberto por ela,(…) deixando-se atravessar pela força da apresentação. (1)

Ana André apresenta-nos um livro colocado no altar da Ermida de N. Srª de Guadalupe que estando aberto ocupa todo o altar. Neste livro as páginas não apresentam qualquer imagem e possuem diferentes tons de negros.
Ana André pensa cada folha do livro como um negro virgem. O negro como o fundo da imagem que é um começo, o começo de uma paisagem nocturna que cabe ao espectador imaginar. O negro como o número zero da imagem.A tinta e forma como ela é aplicada é já por si uma imagem. A forma como essa imagem se nos apresenta é que é diferente colocando-nos a nós questões sobre como percepcionar a imagem.

Ana André estabelece na sua intervenção na Ermida uma relação com o Mosteiro Real de Santa Maria de Guadalupe na província de Cáceres. No séc. XIV é dada à Ordem dos Jerónimos a igreja do santuárioonde se encontra exposta a imagem da Virgem negra de N. Srª. de Guadalupe. Só nos é permitido ver a imagem de face negra alguns minutos como se o seu poder fosse tanto que nos causasse dano olhá-la longamente. Nesse mosteiro os monges copistas fabricavamlivros magnífica e pacientemente manuscritos e,de tão grandes e pesados,impunha-setransportá-los com o auxílio de rodas, livros com um tamanho fora da escala humana. Ana André, ao visitar o Mosteiro, ficou fascinada com estes livros, guardados atrás de um vidro e numa semi-penumbra.

Segundo alguns investigadores o culto mariano é uma transformação espontânea de cultos mais remotos ligados à veneração da Terra Mãe.
No Egipto o culto da deusa Isís está ligado às potências femininas que regem os vivos. Isís é um símbolo do saber eterno que ata a consciência do Homem aos seus planos superiores sendo recordada através da imagem da mãe celeste que amamenta o seu filho.
De acordo com algumas fontes foi o Concílio de Éfeso, em 431, que deu início oficial proclamando a virgem Santa e Mãe de Deus recebendo o nome de Theotokos. É através desta ideia de maternidade divina que fará o seu caminho na devoção e na iconografia cristãs.
Na página do MNAC a propósito da exposição de Patrícia Corrêa pode ler-se “Maria é um nome próprio de origem incerta e um dos mais comuns no mundo inteiro. Para muitos um nome bíblico, de forte conotação com o cristianismo, que deu origem ao culto mariano numa construção teológica e devocional copiosa, tornando Maria na mãe dos Cristãos, ícone de humildade, devoção, pureza, coragem e fé. Mas Maria é também Madonna, (…)versão italiana de Minha Senhora, um termo de origem áulica, isto é, reporta a senhora de origem cortesã, trabalhada pela poesia trovadoresca.”

Mas voltemos à pintura. Ana André utiliza habitualmente o médium da pintura. Poderíamos imaginar que já se terá colocado a seguinte questão, uma e outra vez: ‘O que é a pintura e como se deve pintar para que ela funcione como pintura?’
Poderíamos pensar que estamos perante uma abordagem da imagem que nos remeteria para um conjunto de questionamentos que pertencem à designada pintura abstractauma vez que a artista nos apresenta um livro com páginas pintadas de negro mas não é isso que se trata neste caso.
A pintura durante vários séculos esteve ligada a uma expressão da criatividade e a uma crença na genialidade do pintor.
Depois de 1960 começa a existir uma nova abordagem analítica da pintura que já não parte do postulado que a pintura possui uma essência que se daria a conhecer. Num artigo intitulado Radical Painting Johannes Meinhart analisando a pintura abstracta diz-nos que para a Radical Painting de finais dos anos 70 e anos 80 “a pintura deveria ser não figurativa, não icónica, ou seja, não deveria dar a ver qualquer imagem ou sistema de signos; não deveria fazer referência a nada exterior a si própria, não deveria mostrar nada para além de si própria. (…) Para a pintura analítica a tinta, a matéria cromática, também não possuía qualquer valor próprio (…) mas no entanto a tinta enquanto cor tornou-se uma qualidade última, irredutível, mesmo se material e não-idealista. (…)”(2)
Perante a obra que Ana André nos apresenta temos ‘a experiência qualitativa da cor, as complexas interacções da percepção, sensação, experiência e cor na sua relação com o suporte, o espaço, a sua própria matéria e o observador que a percepciona’ (…)(3)mas há um conteúdo semântico, expressivo e significativo, afastando-a do posicionamento da pintura analítica.
                                                                                     Susana de Medeiros

(1) MOLDER, Maria Filomena, Matérias Sensíveis,Lisboa, Relógio d’Água, 1999
(2)(3)MEINHART, Johannes, in Radical Painting, Pintura:abstracção depois da abstracção, Fundação de Serralves&Público, 2005, pág. 86



Esta é a segunda exposição do ciclo Derivas Continentais, um projecto da autoria e produção de Susana de Medeiros e Conceição Gonçalves.














folha sala ana andre.docx
A mostrar folha sala ana andre.docx.
A mostrar folha sala ana andre.docx.
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Etiquetas: Exposições

quarta-feira, 8 de junho de 2016

VIRGEM NEGRO | ZÉ EDUARDO | 2016

11 de Junho
Ermida de N. Sra. de Guadalupe
Ciclo Derivas Continentais

virgem negro
Intervenção da artista plástica Ana André(16h00)
Concerto Jazz com Zé Eduardo e Hilária Kramer(17h00)


A intervenção da artista plástica Ana André intitulada virgem negro, a segunda do Ciclo Derivas Continentais, que inaugura dia 11 de Junho às 16h00, na Ermida de N. Sra. de Guadalupe, tomará a forma de livro. As folhas são superfícies de pintura preparadas para receber o traço, o registo (ou o rasto) da paisagem. A pintura de paisagens nocturnas é começada do negro para a luz. A noite é o principio — o ponto de partida.
As superfícies têm dimensões variadas, estão preparadas para dar uma boa aderência à tinta. As marcas deixadas pelo processo de construção e preparação das superfícies são parte das condicionantes, estruturam, estão presentes ao longo de todo o processo e influenciam as decisões.
O que se vê e o que não se vê, são ambos partes importantes afirma a artista.

No mesmo dia às 17h00 o contrabaixista português Zé Eduardo e a trompetista suíça Hilária Kramer apresentam um conjunto de composições Jazz.

Ana André
Em 2016 completa a Licenciatura em Artes Visuais da Universidade do Algarve. Estuda Arquitectura na Universidade Lusíada que troca pelos estudos em Pintura e Desenho no Ar.Co, Lisboa, vindo a concluir aí o Plano de Estudos Completo em 1997. A prática da Pintura e Desenho são uma constante desde 1990. A partir de 2013, incentivada pelo curso de Artes Visuais da Ualg, outras disciplinas artísticas são exploradas - Fotografia, Vídeo e Instalação.
Exposições (1995-2016):(DES)ENVOLVIMENTOS EMERGENTES, Palácio da Galeria, Tavira/A22 Exposição de finalistas de Artes Visuais da UALG. Fábrica da Cerveja, Faro/ Humidade na Parede, Artadentro, Faro. Integrado na Trienal de Desenho/ Instantanés , Centro Cultural de São Lourenço, Loulé. (cat.)/Radiação, edição 0, 1 e 2 - projecto de Rádio Arte com edição de um CD, comissariado/ Artadentro, RUA FM (Rádio Universitária do Algarve), Faro / Incito, (c/ Vasco Vidigal, Teresa Ramos e Manuel Rodrigues),Artadentro, Faro/ 5 Artistas de Faro, Centro Cultural de São Lourenço, Loulé / Artistas a Sul, Trem, Galeria Municipal de Arte, Faro/ Around, DTKprosjektgalleri, Oslo./ na cozinha dos artistas, Centro Cultural de São Lourenço, Loulé. (cat.)/ Em Andamento, Artadentro – Arte Contemporânea, Faro /TRACTOR. Faro, Capital Nacional da Cultura 2005, Fábrica da Cerveja, Faro (cat.)/ Pintura, Artadentro, Faro./ Pintura, Galeria Paula Fampa, Braga / Bolseiros e Finalistas do Ar.Co, Lisboa. (cat.)/Bienal de Escultura e Desenho das Caldas da Rainha. (cat.)

José Eduardo
Conhecido pelo nome artístico de Zé Eduardo, é um conceituado contrabaixista, pianista, compositor e pedagogo de jazz. Fundador e director da Escola de Jazz do Hot Clube de Portugal em Lisboa, foi também director pedagógico do "Taller de Músics de Barcelona" (Barcelona) entre 1983 e 1990. Foi convidado para lecionar na pós-graduação em Pedagogia do Jazz e em Contrabaixo na Universidade da Catalunha. É consultor pedagógico na Escola de Artes de Sines. Zé Eduardo é uma figura importante do Jazz em Portugal nas últimas décadas, e a ele se pode atribuir alguns dos grandes momentos daquele género em Portugal, bem como a responsabilidade do aparecimento de toda uma nova geração de bons músicos de jazz, em Portugal e em Espanha. No Algarve, onde reside desde 1995, criou e dirigiu entre 1995 e 2000 a Big Band "Jazz na Filarmónica" sendo também, desde o mesmo ano, diretor artístico do "Festival Internacional de Jazz de Faro - Jazz no Inverno".

Hilária Kramer
Hilária Kramer é uma trompetista muito conhecida nos circuitos do Jazz na Suíça e, de uma forma geral, nos países de língua germânica, mas pouco conhecida em Portugal. Frequenta o St. Gallen Jazz School (sob a direcção de Benny Bailey e Art Lande). Em Itália integra o quinteto de Claudio Fasoli, com Giannantonio de Vincenzo e com Gianluigi Trovesi. Em 1989 lança o seu primeiro álbum com um quarteto- Hilária Kramer Quartet. No mesmo ano, com Mathias  Ruegg, desenvolve um projecto no Art Orchestra Viena- Fe & Males.Toca com diferentes músicos e em diversas formações. Interessa-se também por música electrónica e multimédia integrando o Halb Ciber e Zappatronix. De 2005 a 2010 foi um dos membros do conselho da SMS Syndicate (Música Suiça) – a associação profissional de jazz  e de improvisação suiça. Foi, até 2014, a presidente do Ticino Musica Associazione Improvisata.

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Etiquetas: Exposições

sábado, 7 de maio de 2016

Floração Secreta | Xana 2016


Floração Secreta

Xana

30 Abril a 03 de Junho    

Ermida de N. Srª. de Guadalupe






Pinturas-esculturas, arquitectura, formas inéditas, cores brilhantes, recusa da evidência da representação, paisagens? Eficácia visual, objectos de plástico, coisas banais, produção, apropriação, sociedade de consumo, humor, jogo, destabilização, liberdade, felicidade, são palavras que podem ser “pedras de toque” na aproximação às obras que o artista apresenta no interior da Ermida (patente até dia 06 de Maio) e no exterior (patente até dia 03 de Junho).


A Passagem de Walter Benjamin é uma obra fragmentária constituída por inúmeras citações, trechos de livros, entre outras coisas. Neste pequeno texto sobre a intervenção que o artista plástico Xana apresenta na Ermida de N. Sra. de Guadalupe recorro, à maneira de W. B., a um conjunto de citações na tentativa de apontar possíveis leituras para a sua obra e em particular para esta intervenção.

“A arte é algo para que se olha” (art is something that you look at) afirma inicialmente Judd. George Didi-Huberman no livro “O que nós vemos, o que nos olha” afirma a propósito da obra de Donald Judd: ”Eliminar toda a forma de antropomorfismo era restituir o poder intrínseco das formas – dos volumes enquanto tais. (...)”( pág. 38). (...) Diz-nos ainda que Robert Morris reconhecia de bom grado “que a simplicidade da forma não se traduz necessariamente numa igual simplicidade da experiência; e acrescentava: as formas unitárias não reduzem as relações. Ordenam-as”. (pág. 38 e 39) “E até as complicam ao ordená-las” afirma Didi-Huberman (pág. 39).
Nas intervenções fora do espaço da galeria que Xana realiza em Barcelona, o Arco do Triunfo, Areia Para Os Olhos, em várias praias do Algarve, no âmbito do Allgarve, Uma Casa no Céu, no Parque de Escultura Contemporânea Almourol, em Vila Nova da Barquinha, há objectos de plásticos de cores fortes, fabricados em série, objectos de consumo empilhados que criam espaços, formas arquitectónicas, muralhas, muros, paredes, pontes. Uma forma de brincar a sério em que o artista parece apontar para possíveis questionamentos sobre o exercício da liberdade nas formas de convivência com os outros, sobre a construções de utopias e a tentativa da sua realização no presente,
(que não sendo reactivadas e actualizadas continuamente poderão pôr em causa esta mesma liberdade), ou ainda sobre a existência ou a necessidade de caminhos de fuga.
Em 2005, Xana apresentou na Culturgest uma exposição antológica, comissariada por Alexandre Pomar e Lúcia Marques, intitulada “Arte Opaca e outros fantasmas”. No catálogo desta exposição há um conjunto de reflexões que importa citar e que talvez permitam levantar um pouco o véu sobre o universo da linguagem visual criado pelo artista:
“Estabelecera-se como característica forte do seu trabalho, desde muito cedo, uma indistinção de disciplinas ou géneros entre pintura e escultura que Xana deixou expressa numa fórmula feliz: “Não sou um escultor. Sou um pintor que usa cores compridas. (1984)” (pág. 04)
“As distâncias entre a obra isolada e o seu contexto de aparição pública, entre a produção própria e a montagem de objectos apropriados (objectos encontrados no universo do consumo de massas: os plásticos utilitários), entre a obra plástica autónoma e a criação ou transformação de lugares iriam ser subvertidas em exposições ou instalações cada vez mais vastas onde todas as pinturas-esculturas, as construções com objectos e as intervenções nos espaços surgiam reconfiguradas como uma obra global – mais do que cenário, a construção de um mundo.” (pág. 4 e 5)


“Atenção que as minhas obras vão surgindo como uma construção, as obras de ontem são os alicerces de amanhã. E às vezes há uma grande distância entre o pensar e o fazer.”-“avisa-me ele numa troca de emails.” (pág. 6)


(...) ele ocupava desde o início um território despreocupadamente “abstracto” e declarava-se interessado em produzir uma arte pura, muito mais perto da música do que da linguagem verbal (...).” (pág. 6)
“As formas (...) recusavam outra vez com evidência a representação ou a referência a objectos prévios e viam-se como acto criativo lúdico, gratuito, festivo”. (pág. 10)
“Eram um jogo feliz de procedimentos construtivos, formas inéditas e cores brilhantes que no final da década de 80, em contraciclo com novas estratégias que privilegiam questões de sentido e programa, persistiam no desenvolvimento de proposições de pura eficácia visual.” (pág.10)
“ (...) as disposições provisórias de objectos de plástico, alinhados ou empilhados em construções de maior ou menor porte, podia ser vista em si mesma como escultura de um novo tipo, que radicalizavam (pela sua banalidade de objectos de consumo corrente, não sofisticados e pela multiplicidade exponencial) outras formas de apropriação neo-pop – (...) podia relacionar-se com o interesse estético pelos objectos de consumo de massas reactualizado por Jeff Koons, Haim Steinback e outros.” (pág. 13)


“Xana declarava: Depois de Warhol, o senso comum admite que os objectos mais banais têm um valor plástico. (...) Quando eu trago os plásticos para dentro da exposição, já não tenho a intenção de provocar escândalo; apenas estou a dizer que gosto destes objectos, que estes objectos me interessam e que tem a ver com o meu mundo”. (pág.13 e 14)


João Pinharanda a propósito de outra exposição – O Falso Diário de A. B. – afirma:“Sobrepondo realidades diversas (pequenos filmes, fotos, desenhos, curtas animações, frases marcantes). Xana prolonga experiências fotográficas de 2003 e parece proceder à depuração de um conjunto de vastas colagens (de 1985, série "Raspar as palavras") (...).
Assim constituiu um arquivo de olhares banais sobre coisas banais, de momentos de alegria fútil nos convívios sem história entre amigos ou de voyeurismos sem consequências. Um arquivo de imagens nauseantes da sociedade de consumo, paisagens devastadas pela urbanização, paródias à massificação da cultura.
A intervenção dos seus desenhos nas imagens filmadas e nas fotos mantinha o marcante carácter de surpresa e contradição cromática e formal, humor e desestabilização. Do mesmo modo, certas frases (com efeito semelhante às que usara nos anos 80 em pequenas colagens de jornal) regressam como legendas finais constituindo comentários que integram inteligência verbal e inteligência visual   — formas e  ideias sobre a felicidade e a nostalgia, a perdição e a salvação do mundo. (...) ”
Susana de Medeiros


O ciclo Derivas Continentais (Artes Visuais/Artes Performativas) é um projecto de Susana de Medeiros e Conceição Gonçalves integrado no programa DiVaM e organizado pela Associação Tertúlia (Aljezur).






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