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quarta-feira, 17 de outubro de 2018

XIX FEIRA DE NATAL 2018 | ALJEZUR | INSCRIÇÃO

A 19ª Feira de Natal de Aljezur 
terá lugar no Espaço Multiusos de Aljezur, 
nos dias 14, 15 e 16 de Dezembro de 2018. 


Para fazer a sua inscrição, deverá consultar os documentos em anexo e enviar a sua FICHA DE INSCRIÇÃO para o email: tertulia.natal@gmail.com


Aceda aqui aos documentos:


terça-feira, 14 de novembro de 2017

quinta-feira, 19 de outubro de 2017

FEIRA NATAL De ALJEZUR 2017 | INSCRIÇÕES


Estão abertas as inscrições para a feira de natal 
Irá realizar-se nos dias 8,9 e 10 de dezembro de 2017 
Os interessados deverão enviar as suas propostas para o email: tertulia.natal@gmail.com


quarta-feira, 26 de abril de 2017

CAL VIVA | Espaços de Intervenção em Aljezur

Passeio pelo centro histórico de Aljezur
Escolha dos espaços ​para realizar a intervenção









CAL VIVA - Diálogos com a Cal | Susana de Medeiros - Instalação

CAL VIVA
Diálogos com a Cal
Intervenções temporárias no centro histórico
8 e 9 de Abril
Aljezur

Susana de Medeiros
Instalação com diferentes objectos
Rua da Ladeira




CAL VIVA - Diálogos com a Cal | Leonor Morais

CAL VIVA
Diálogos com a Cal
Intervenções temporárias no centro histórico
8 e 9 de Abril
Aljezur

Leonor Morais

Instalação com vários objectos e desenho





CAL VIVA | Diálogos com a Cal | João Couto C.

CAL VIVA
Diálogos com a Cal
Intervenções temporárias no centro histórico
8 e 9 de Abril
Aljezur


João Couto C.

Filme "Da tradição guardo as brasas mas não as cinzas"
Sessões às 11h30, 12h30 e 15h30 no Museu Antoniano




CAL VIVA | Diálogos com a Cal | Gustavo Jesus

CAL VIVA
Diálogos com a Cal
Intervenções temporárias no centro histórico
8 e 9 de Abril
Aljezur

Gustavo Jesus

Peça de escultura em metal instalada junto à Ribeira









CAL VIVA | Ângelo Gonçalves - Diálogos com a Cal

CAL VIVA
Diálogos com a Cal
Intervenções temporárias no centro histórico
8 e 9 de Abril
Aljezur

Ângelo Gonçalves

Peça Performativa
às 17h30 de dia 08 de Abril
Rua de Lisboa /Aljezur




CAL VIVA | Ana Celorico Machado - Diálogos com a Cal

CAL VIVA
Diálogos com a Cal
Intervenções temporárias no centro histórico
8 e 9 de Abril
Aljezur


   Ana Celorico Machado


quarta-feira, 5 de abril de 2017

Cal Viva | 8 e 9 Abril 2017

Partindo da cal e da tradição da caiação, um grupo de oito artistas - Ângelo Gonçalves, Ana Celorico Machado, Catarina Nunes, Gustavo Jesus, João Couto C., Leonor Morais, Sofia Trincão e Susana de Medeiros - dá a ver um conjunto de intervenções temporárias no centro histórico de Aljezur, intervenções que se concretizarão em diferentes médiums – vídeoperformanceesculturapintura, desenho e/ou instalação nos dias 8 e 9 de Abril (Sábado e Domingo).
João Couto C. irá apresentar o seu filme sobre a Cal - Da tradição guardo as brasas mas não as cinzas - às 15h30 de Sábado e de Domingo seguindo-se uma conversa com o artista no Museu Antoniano. As sessões de visualização do filme serão às 11h30 e 12h30 sem a presença do artista durante os dois dias.
No Sábado, dia 08 de Abril, às 17h30Ângelo Gonçalves irá apresentar a sua peça performativa no miradouro na Rua de Lisboa (ao lado da Padaria, perto do Museu Municipal).
 O mapa do percurso que sinaliza os locais onde as obras estão montadas pode ser levantado no Museu Antoniano das 11h00 às 17h00.
Cal Viva é um projecto de Susana de Medeiros, Conceição Gonçalves e Ana Celorico Machado da Associação Tertúlia que integra o Programa 365 Algarve com o apoio da Camara Municipal de Aljezur e da da Junta de Freguesia de Aljezur. A Associação de Defesa do Património Histórico e Arqueológico de Aljezur também colabora neste projecto.
A primeira parte do projecto realizou-se em Março integrando um conjunto de Conversas/Encontros em torno da Cal com a participação de vários convidados, a realização de uma caiação colectiva e a residência artística de criação.
Fica o convite!

quarta-feira, 14 de setembro de 2016

Inauguração de Transmutações de Milita Doré e Concerto jazz de H. Kramer e J. Madeira

Transmutações                              Milita Doré
Ermida de N. Sra. de Guadalupe                               10 a 30 Setembro

  
"A imensidade do vazio, do buraco negro e do seu mistério, da amálgama da memória e do esquecimento...
Tudo o que não foi transmitido volta donde vem, ainda mais rico e mais sábio do que antes, para o todo infinito.
Levo comigo as recordações, os sentimentos, os pensamentos efémeros que não podem ser escritos por serem tão sentidos. Levo a leveza e volatilidade da vida."
Milita Doré

“um sente o outro
um vê o outro
um ouve o outro
um interpela o outro
um conhece o outro
cada um morre consigo”
Maria Filomena Molder in Matérias Sensíveis


Primeira regra, continuar. Segunda regra, começar. Porque nada começa do nada. Assim nos diz Maria Filomena Molder numa entrevista transcrita no jornal Expresso.
Milita Doré também continua para começar. Nesta instalação Milita Doré não utiliza a grafite sobre papel apesar de dominar bastante bem a arte de representar, o riscar e o deslizar do lápis ou da barra sobre o suporte. Não recorre à figuração. Assume a relação entre o papel e o tecido enquanto matérias. A relação com os materiais parte de uma experiencia física intensa e longa, uma vez que para os unir, com agulha e linha, e são mais de 14 os metros de papel e tecido, é preciso mudar muitas vezes de posição, numa coreografia secreta entre a obra e a sua autora. Uma coreografia que convoca sensações. Textura, tactilidade. Leve, pesado, vertical, horizontal, a gravidade.
E uma acumulação das horas e dos dias.
O que resta de nós? Que rastos deixaremos? Que é feito dos nossos pensamentos quando o corpo também deixar de existir, quando a História apagar as sensações, as histórias, os segredos? Perguntas que foram surgindo enquanto a artista reflectia sobre a forma de como intervir no espaço da Ermida de N. Sra. de Guadalupe e sobre a mitologia associada à Virgem Negra na Europa e no Novo Mundo (no México).

Neste lugar, o da Ermida, a relação entre o sagrado e o profano estará sempre presente mas também podemos convocar o ciclo nascimento, vida e morte e a dicotomia entre corpo e espírito.
“Também a vida, e não só o universo, parece infinita. O homem não assiste à sua própria morte, apenas a pode pressentir (…); igualmente, a sua consciência não lhe permite aperceber-se do seu nascimento; assim, o tempo da vida do homem é ladeado por duas incógnitas.” (…) (1)
Talvez a vida e a morte passem por um devir–natureza. E José Gil afirma: “O devir–natureza passa pela erosão, pelo infinitamente remoto: o interior o que espreita no rasgão ou no buraco do papel (…), mostra o tempo mais antigo - não o imemorial do princípio do mundo, mas a memória mais arcaica de onde vimos. O que estava desde sempre e que se anuncia através da fenda.” (…) (2)

Mas convidámos o espectador a olhar ele a coisa ou as coisas que o rodeiam e a estabelecer a sua teia de relações. Isto porque, continuando a citar José Gil: “Cada vez ignoramos mais o que seja uma coisa. Interrogados, tendemos a dar resposta a partir dos enunciados disponíveis nos incontáveis arquivos (pontos de vista, jogos, estratégias cognitivas). Por isso há palavras muito cansadas. Nomes como vida, natureza, história, arte, quando pronunciados levantam logo a suspeita, muito tédio, algum pudor (…). (3)
Susana de Medeiros



(1) in Arte Capital, Filipe Pinto, Perspetiva e extrusão: uma história da arte
(2) in GIL, José, Sem Título - Escritos sobre Arte e Artistas, Lisboa, Ed. Relógio D’Água, 2005, pág. 229
(3) in GIL, José, Sem Título - Escritos sobre Arte e Artistas, Lisboa, Ed. Relógio D’Água, 2005, pág. 213



  























Transmutações é a quarta exposição do ciclo Derivas Continentais, um projecto de Susana de Medeiros e Conceição Gonçalves, organizado e produzido pela Tertúlia (Aljezur) no âmbito do programa DiVaM.


Milita Doré
Vive os seus primeiros 30 anos entre Paris e Cannes e regressa às suas origens algarvias em 1988. Nos últimos anos trabalha sobre o tema da igualdade de género e da mulher, utilizando vários médiuns. Em 2009/2010 frequenta as aulas de Teoria da Estética no Ar.Co. Participa nos cursos de Arte Contemporânea MOBILEHOME 2009, 2010 e 2012 organizados por Nuno Faria.
Em 2013 e 2014 é convidada pela AHME (Associação Humanitária de Mulheres Empreendedoras) a participar no projecto “Equal rights and equal duties” com a sua exposição “Mulher sem título”. É coordenadora da Exposição de Rua do Festival Med em Loulé durante quatro anos e participa na curadoria do mesmo em 2014 e 2015. Organiza e participa no projecto CORPO RESTRITO – Evento de Joalharia Contemporânea desde 2014.  A partir de 2015 frequenta as aulas da Licenciatura em Artes Visuais da FCHS, na UALG.