domingo, 30 de outubro de 2016

Feira de Natal de Aljezur | XVII Ediçāo 2016





Feira de Natal de Aljezur


                                                      XVII EDIÇÃO | 2016


Exmos/as senhores/as

A Tertúlia – Associação Sócio Cultural de Aljezur, apresenta os seus melhores cumprimentos e convida-os a colaborar em mais uma edição da Feira de Natal, a 17ª, que à semelhança dos anos anteriores, irá decorrer no Espaço Multiusos de Aljezur, nos dias 9, 10 e 11 de Dezembro, com o apoio da Câmara Municipal e da Junta de Freguesia de Aljezur.
A participação por parte de artesãos e instituições, estruturada através do regulamento e normas da Feira, deverá ser desencadeada através da entrega da ficha de inscrição até dia 20 de Novembro, por e-mail (tertúlia.natal@gmail.com) ou directamente na sede da Tertúlia (às 2f das 11h às 15h e às 4f das 14h às 18h).
Como factores de selecção, temos:
- produtos artesanais/ produtos locais
- artesãos locais ou dos concelhos limítrofes
- qualidade artística dos trabalhos
- presença do artesão na banca, demonstrando, se possível, a elaboração do produto

Aguardando a vossa proposta, com boa expectativa, agradecemos desde já a vossa colaboração para a dinamização deste momento natalício.
A Direcção da Tertulia


Inauguraçāo | prato de água pura para o bico do pássaro

Inauguração de dia 15 de Outubro na Ermida de N. Sra. de Guadalupe - Prato de água pura para o bico do pássaro (performance e instalação) - inserida no ciclo Derivas Continentais




quinta-feira, 13 de outubro de 2016

prato de àgua pura para o bico do pato

Prato de água pura para o bico do pássaro
15 Outubro-04 Novembro
Susana de Medeiros (artista plástica)
Conceição Gonçalves (actriz)
Luís Godinho (actor)

“O que nos diz a imagem? Diz-nos o que é e não o diz.
Porque não é uma palavra. Antes, um silêncio,
uma ausência, um vazio.
O seu sentido é uma promessa de sentido
ou o silêncio do sentido que respira e transparece.
Ausência na presença plena. (...)”

in António Ramos Rosa, O centro na distância

prato de água pura para o bico do pássaro é um trabalho colaborativo entre a artista plástica Susana de Medeiros e os actores Conceição Gonçalves e Luís Godinho, título que faz referência a um dos poemas do poeta algarvio António Ramos Rosa escolhido como um dos pontos de partida do processo criativo. A água – e os ritos e mitos a ela associados – foi o elemento estruturante da instalação (patente até dia 04 de Novembro) e da peça performativa que irá decorrer durante a inauguração.

Esta é a quinta intervenção artística do Ciclo Derivas Continentais, organizado e produzido pela Associação Tertúlia - Aljezur - no âmbito do programa DiVaM da Direcção Regional da Cultura do Algarve. Derivas Continentais é um projecto concebido por Susana de Medeiros e Conceição Gonçalves.

Notas Biográficas

Conceição Gonçalves
Estudou teatro na Escola Superior de Teatro e Cinema de Lisboa e formou-se em Ciências da Educação no Instituto de Educação e Psicologia da Universidade do Minho. Tem o 2º ano do curso de Arteterapia Antroposófica, orientado por Maya Moussa. Frequentou váriosworkshops em áreas artísticas como o teatro, a voz, o movimento e em áreas terapêuticas como a Biossíntese e a Arteterapia. Trabalhou profissionalmente como actriz, integrou a equipa que criou o Serviço Educativo do Centro Cultural de Cascais, e trabalhou em ONG’s na área do Desenvolvimento Local. Nos últimos anos tem desenvolvido vários projectos nas áreas do teatro e do ambiente com crianças do pré-escolar e do 1º ciclo, e em projectos de dinamização e animação comunitária.

Luís Godinho
Trabalha como actor desde 1998.Frequentou o Curso de Actores/Encenadores da E.S.T.C. e a École des Maîtres. Trabalhou com Ávila Costa, Mário Trigo, Madalena Vitorino, João Brites, Martim Pedroso, Ana Lacerda, Susana Arrais, Claudio Hochman, Ana Borralho e João Galante, Giacomo Scalisi, Ainhoa Vidal, Alfredo Martins, João Ricardo, Catarina Requeijo, Inês Barahona, Miguel Fragata e António Latella, com quem trabalha regularmente desde 2006 em Itália. Fez parte dos Artistas Unidos entre 2007 e 2009. Foi Assistente de Encenação de Jorge Silva Melo, António Simão, José Carlos Garcia e John Mowat.

Susana de Medeiros
Licenciada em Direito pela Universidade de Coimbra e em Artes Plásticas pela ESTGAD (Caldas da Rainha), actual ESAD, é também bacharel em Belas Artes pela Universidade de Nottingham Trent, Inglaterra. Frequenta várias formações na área da cerâmica – em Angra do Heroísmo, no Porto e em Riga (Academia de Belas Artes) e curtas formações na área da dança contemporânea, do movimento e da voz (com Madalena Vitorino, Clara Andermatt, Filipa Francisco,Vera Mantero, Margarida Mestre, entre outros). Lecciona actualmente no ensino universitário (Licenciatura em Artes Visuais da Universidade do Algarve) e tem vindo a desenvolver projectos de educação não-formal nas áreas das artes visuais e performativas, do cinema e da mediação e promoção da leitura. Integra a Xerém – uma associação cultural com sede em Lisboa e a Tertúlia (Aljezur). Entre os locais onde desenvolveu projectos como artista plástica destacam-se Cuenca (Espanha), Maputo (Moçambique), Nottingham (Inglaterra), Nova York (E.U.A.), São Petersburgo (Rússia) e Portugal. Artista multidisciplinar (desenho, escultura, vídeo e instalação) que procura lançar pontes entre diferentes linguagens e meios expressivosAnexo

quarta-feira, 14 de setembro de 2016

Inauguração de Transmutações de Milita Doré e Concerto jazz de H. Kramer e J. Madeira

Transmutações                              Milita Doré
Ermida de N. Sra. de Guadalupe                               10 a 30 Setembro

  
"A imensidade do vazio, do buraco negro e do seu mistério, da amálgama da memória e do esquecimento...
Tudo o que não foi transmitido volta donde vem, ainda mais rico e mais sábio do que antes, para o todo infinito.
Levo comigo as recordações, os sentimentos, os pensamentos efémeros que não podem ser escritos por serem tão sentidos. Levo a leveza e volatilidade da vida."
Milita Doré

“um sente o outro
um vê o outro
um ouve o outro
um interpela o outro
um conhece o outro
cada um morre consigo”
Maria Filomena Molder in Matérias Sensíveis


Primeira regra, continuar. Segunda regra, começar. Porque nada começa do nada. Assim nos diz Maria Filomena Molder numa entrevista transcrita no jornal Expresso.
Milita Doré também continua para começar. Nesta instalação Milita Doré não utiliza a grafite sobre papel apesar de dominar bastante bem a arte de representar, o riscar e o deslizar do lápis ou da barra sobre o suporte. Não recorre à figuração. Assume a relação entre o papel e o tecido enquanto matérias. A relação com os materiais parte de uma experiencia física intensa e longa, uma vez que para os unir, com agulha e linha, e são mais de 14 os metros de papel e tecido, é preciso mudar muitas vezes de posição, numa coreografia secreta entre a obra e a sua autora. Uma coreografia que convoca sensações. Textura, tactilidade. Leve, pesado, vertical, horizontal, a gravidade.
E uma acumulação das horas e dos dias.
O que resta de nós? Que rastos deixaremos? Que é feito dos nossos pensamentos quando o corpo também deixar de existir, quando a História apagar as sensações, as histórias, os segredos? Perguntas que foram surgindo enquanto a artista reflectia sobre a forma de como intervir no espaço da Ermida de N. Sra. de Guadalupe e sobre a mitologia associada à Virgem Negra na Europa e no Novo Mundo (no México).

Neste lugar, o da Ermida, a relação entre o sagrado e o profano estará sempre presente mas também podemos convocar o ciclo nascimento, vida e morte e a dicotomia entre corpo e espírito.
“Também a vida, e não só o universo, parece infinita. O homem não assiste à sua própria morte, apenas a pode pressentir (…); igualmente, a sua consciência não lhe permite aperceber-se do seu nascimento; assim, o tempo da vida do homem é ladeado por duas incógnitas.” (…) (1)
Talvez a vida e a morte passem por um devir–natureza. E José Gil afirma: “O devir–natureza passa pela erosão, pelo infinitamente remoto: o interior o que espreita no rasgão ou no buraco do papel (…), mostra o tempo mais antigo - não o imemorial do princípio do mundo, mas a memória mais arcaica de onde vimos. O que estava desde sempre e que se anuncia através da fenda.” (…) (2)

Mas convidámos o espectador a olhar ele a coisa ou as coisas que o rodeiam e a estabelecer a sua teia de relações. Isto porque, continuando a citar José Gil: “Cada vez ignoramos mais o que seja uma coisa. Interrogados, tendemos a dar resposta a partir dos enunciados disponíveis nos incontáveis arquivos (pontos de vista, jogos, estratégias cognitivas). Por isso há palavras muito cansadas. Nomes como vida, natureza, história, arte, quando pronunciados levantam logo a suspeita, muito tédio, algum pudor (…). (3)
Susana de Medeiros



(1) in Arte Capital, Filipe Pinto, Perspetiva e extrusão: uma história da arte
(2) in GIL, José, Sem Título - Escritos sobre Arte e Artistas, Lisboa, Ed. Relógio D’Água, 2005, pág. 229
(3) in GIL, José, Sem Título - Escritos sobre Arte e Artistas, Lisboa, Ed. Relógio D’Água, 2005, pág. 213



  























Transmutações é a quarta exposição do ciclo Derivas Continentais, um projecto de Susana de Medeiros e Conceição Gonçalves, organizado e produzido pela Tertúlia (Aljezur) no âmbito do programa DiVaM.


Milita Doré
Vive os seus primeiros 30 anos entre Paris e Cannes e regressa às suas origens algarvias em 1988. Nos últimos anos trabalha sobre o tema da igualdade de género e da mulher, utilizando vários médiuns. Em 2009/2010 frequenta as aulas de Teoria da Estética no Ar.Co. Participa nos cursos de Arte Contemporânea MOBILEHOME 2009, 2010 e 2012 organizados por Nuno Faria.
Em 2013 e 2014 é convidada pela AHME (Associação Humanitária de Mulheres Empreendedoras) a participar no projecto “Equal rights and equal duties” com a sua exposição “Mulher sem título”. É coordenadora da Exposição de Rua do Festival Med em Loulé durante quatro anos e participa na curadoria do mesmo em 2014 e 2015. Organiza e participa no projecto CORPO RESTRITO – Evento de Joalharia Contemporânea desde 2014.  A partir de 2015 frequenta as aulas da Licenciatura em Artes Visuais da FCHS, na UALG.



sexta-feira, 26 de agosto de 2016

PEREGRINAÇÃO - Fortaleza de Sagres | Set 2016




























Fortaleza de Sagres
Peregrinação
A partir dos painéis de São Vicente
De 03 de Setembro a 24 de Setembro

Inauguração - 3 de Setembro (Sábado) às 16h00
Performance culinária com o chefe José Pinheiro

Artistas
Ana Celorico Machado, Christoph Rumpf, Bettina Semmer, Joana Villaverde e Pedro Leitão
Textos de Jacinto Palma Dias

“Os painéis de S. Vicente, atribuídos a Nuno Gonçalves, são um ícone da cultura portuguesa, uma referência da história da pintura em Portugal, e da História "tout cour".
Desde a sua descoberta, no final do séc. XIX, têm sido objecto de atenção e estudo por parte de gente vinda de diferentes horizontes - historiadores obviamente, mas também intelectuais, escritores, artistas, cientistas, curiosos...podemos por isso dizer que são talvez a obra de arte mais conhecida e reconhecida em Portugal.
A época e o tema retratados ligam-se ao século e à história da expansão portuguesa. E embora existam poucos dados da época que nos informem de forma exacta sobre os painéis, eles representam algo do que foi e do que é Portugal.

O Cabo de S. Vicente é um ponto último da peregrinação e do culto ao santo. Os registos do culto a S. Vicente indicam o cabo como o local onde a barca com os restos mortais do santo deram à costa, e ficaram depositados até Afonso Henriques os ter levado para Lisboa.

Nesta exposição colectiva como ponto de partida está o desejo de que a Fortaleza retomasse o seu papel de local de peregrinação e que ao longo dum período de tempo uma sucessão de intervenções plásticas lá deixassem a sua marca, como as camadas duma história que se faz, as marcas deixadas num local pelos passantes. Essas intervenções, partindo de uma interacção com o próprio monumento, remeterem para a ideia de descoberta, de estratificação do processo histórico e da sua leitura numa reinterpretação que pretende fazer a ponte com a actualidade.”
Ana Celorico Machado





quarta-feira, 20 de julho de 2016

FEIRA DO LIVRO - 2016

FEIRA DO LIVRO 2016

Este fim-de-semana vamos ter a feira do livro infantil/juvenil no jardim junto ao restaurante Ponta-Pé, em anexo segue o programa. 
Apareçam e tragam um amigo também! 
Se possível divulguem junto dos vossos contactos, muito grata!
Cumprimentos,
Conceição Gonçalves

Bertílio Martins | Fotos 2016










Bertílio Martins | Ermida de N.Sra de Guadalupe | Julho 2016

Na Ermida de N. Srª. de Guadalupe (Raposeira, Barlavento Algarvio) inaugura no próximo dia 09 de Julho, Sábado, pelas 16h00, a terceira intervenção do Ciclo Derivas Continentais, uma intervenção do artista plástico Bertílio Martins que tem como título- ().
Esta intervenção artística apresenta-se como uma abordagem poética à presença do conjunto megalítico vicentino (são mais de duzentos menires os existentes no concelho de Vila do Bispo, havendo um núcleo bastante grande em locais próximos à edificação da Ermida como o de Milrei). O artista rege o seu processo criativo, nesta intervenção, por um questionamento da matéria sendo ela a cola que sustenta uma produção de significado.
Sandro William Junqueira, escritor, actor e encenador, irá apresentar às 17h00, uma leitura encenada numa aproximação e/ou choque, numa "deriva" em relação à instalação de Bertílio Martins.  
As palavras do Húmus de Raul Brandão acompanharão assim a instalação. "A leitura encenará a transformação que ocorre no processo de criação: o húmus é a parte fértil da terra, onde se entranham e confundem a morte e a vida." afirma Sandro W. Junqueira

Bertílio Martins nasce em Faro em 1984.
É licenciado em Artes Visuais pela Universidade do Algarve em 2011 e tem frequentado, como formação paralela, várias residências artísticas e workshops, como a “Réplica” (2013) em Tavira, ou “Plein Air 11” (2011) em Sevilha. Desde 2009 tem participado em várias exposições colectivas e individuais, 2015- “(Des)envolvimentos Emergentes”, Palácio da Galeria, Tavira; “Cadavre Exquis” Casa das Artes de Tavira; XVIII Bienal de Cerveira; 2013 - “Réplica”, Casa das Artes de Tavira; “VII Mostra de Arte Contemporânea” intercâmbio entre o Pólo Universitário do Rio das Ostras e a Universidade do Algarve, Portugal/Brasil; 2012- “É perigoso olhar para dentro” na Galeria Trem, Faro e  Homeless Place”, Lisboa.

Sandro William Junqueira nasce em 1974 em Umtali, na Rodésia e vive actualmente em Portugal.
Fez incursões em diferentes áreas artísticas como a música, a escultura e a pintura. Foi designer gráfico. 
Diz poesia e trabalha regularmente como actor e encenador. Lecciona expressão dramática. É autor de projectos e ateliês de promoção do livro e da leitura.
Publicou O Caderno de Algoz (Caminho, 2009), Um Piano para Cavalos Altos (Caminho e Leya Brasil, 2012). Foi um dos onze escritores da novela policial O Caso do Cadáver Esquisito (Associação Cultural Prado, 2011) e autor de um dos contos da colectânea Dez Contos para Ler Sentado (Caminho, 2012). Em 2012 foi considerado um dos escritores para o futuro pelo semanário Expresso.

Fica o Convite!